Carlos Wizard desiste de colaborar com o Ministério da Saúde

Wizard chegou a participar de reuniões com o ministro general Eduardo Pazuello e disse, em uma ocasião, que o ministério faria ‘recontagem’ de mortos.

Carlos Wizard e Jair Bolsonaro . | Reprodução/Arquivo pessoal

Jornal GGN – Depois de uma série de declarações infelizes e levantando a voz das redes sociais contra si, Carlos Wizard desistiu de colaborar com o Ministério da Saúde na noite de hoje, 7. A decisão foi comunicada através de nota.

Wizard chegou a participar de reuniões com o ministro general Eduardo Pazuello e disse, em uma ocasião, que o ministério faria ‘recontagem’ de mortos. Agora, recusa o convite para ser ‘conselheiro’ do general da pasta.

Não foram poucas as reuniões em que ele participou na pasta sobre a pandemia de coronavírus. Ele não foi nomeado no Diário Oficial, por isso nada recebeu pelo ‘trabalho’.

Em nota, ele afirma que foi convidado para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, mas, segundo ele, recusou.

Wizard, na nota, agradece a confiança depositada nele pelo ministro general da Saúde, mas que decidiu não aceitar e continuar se dedicando de ‘forma solidária e independente’ em trabalhos sociais que diz fazer desde 2018, em Roraima.

Foi na sexta, dia 5, que Wizard disse que iria revisar os dados de contaminados e mortos pela pandemia de coronavírus, por suspeita de que os estados estariam ‘inflando’ os números. As reações não foram boas e houve muita grita nas redes sociais, inclusive com listagem de suas empresas para um boicote coletivo.

Wizard vinha sendo cotado para o cargo desde a saída de Nelson Teich do ministério. Ele é formado em estatística e ciência da computação, mas não tem qualquer formação em medicina ou em gestão pública. Sua atuação, como empresário, é no ramo de venda de produtos naturais e de sistema de pagamento virtual.

O Ministério da Saúde ainda não confirmou essa decisão de Wizard de recontagem de mortos e infectados nos estados. A declaração infeliz do empresário motivou o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), que reúne gestores de todo os estados e Distrito Federal, a divulgar nota de repúdio às afirmações de Wizard.

Os secretários estaduais, em nota, classificaram a acusação feita pelo empresário como uma ‘tentativa autoritária, insensível, desumana e anti-ética de dar invisibilidade aos mortos pela Covid-19’.

Leia a íntegra da nota de Carlos Wizard:

Informo que hoje (7/junho) deixo de atuar como Conselheiro do Ministério da Saúde, na condição pro bono. Além disso, recebi o convite para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta. Agradeço ao ministro Eduardo Pazuello pela confiança, porém decidi não aceitar para continuar me dedicando de forma solidária e independente aos trabalhos sociais que iniciei em 2018 em Roraima.

Peço desculpas por qualquer ato ou declaração de minha autoria que tenha sido interpretada como desrespeito aos familiares das vítimas da Covid-19 ou profissionais de saúde que assumiram a nobre missão de salvar vidas.

Carlos Wizard Martins

Com informações de O Globo.

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6 comentários

  1. Takipariu!
    Carlos, o mais que brevíssimo.
    Vai para o Guiness ou não vai?
    Seria bom fazer um score com os mais breves desse governo.
    Teich, Carlos Verezza, o ex da cultura, teve um da FUNAI, do Correios…a lista é grande.
    Só falta o genocida dizer: “Tá todo mundo indo embora, eu também quero”. Nem precisa apagar a luz pois ela já não alumia nada.

  2. Ué, mas já?
    Vai embora não, wizard, tá cedo, toma mais um café!
    Só você, como mágico, e Jesus, o médico dos médicos, estão habilitados para assumir um cargo dessa envergadura.
    Além do mais, coleguinha, no governo bozo, você tem que colaborar até doer – “no pain, no gain”

  3. Percebeu que ajudar ao Bolsonaro FakeNews17 iria trazer muito prejuízo aos seus 17 negócios, poi o público já vinha divulgando o nome das empresas que seu grupo tem cotas.
    Recomenda-se assitir a live de hoje do canal do Átila Iamarino – Live 07/06 – Brasil: análise técnica da pandemia com o doutor em epidemiologia Wanderson de Oliveira. Quanto de perda o governo compromete o país ao perder um profissional deste nível

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