Queiroga pretende investir na Butanvac ao invés de comprar novo lote de Coronavac

À CPI da Pandemia, ministro admitiu que o país passa por um momento de dificuldade com vacinação contra Covid-19, mas não irá comprar a vacina chinesa. Ele também esclareceu como irá acontecer a distribuição da vacina russa contra Covid-19, Sputnik V, e falou sobre a meta vacinal nacional

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou no início desta tarde de terça-feira, 8, em depoimento à Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Pandemia, que prefere investir na vacina nacional contra Covid-19, a Butanvac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, ao invés de adquirir um novo lote do imunizante chinês Coronavac, também fabricado pelo laboratório. 

Questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a demora da aquisição de 30 milhões de doses da Coronavac, Queiroga esclareceu que conversou com diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas, e que o ministério quer investir na compra da Butanvac, que ele classifica como “uma excelente alternativa para o Programa Nacional de Imunização [PNI]”. “Seria um direcionamento mais adequado do Ministério da Saúde apostar na Butanvac do que na Coronavac”, afirmou 

O ministro admitiu que o país passa por um momento de dificuldade com vacinação contra Covid-19, mas o Ministério não realizou a compra de Coronavac porque já tem doses suficientes de outros imunizantes até o fim do quadrimestre. 

“A oferta da Coronavac, dessas 30 milhões de doses, aconteceria no último quadrimestre, em uma época que teremos muitas vacinas. Conversei ontem com Dimas e sugeri que, em vez de trabalhar com as 30 milhões da Coronavac, porque já não fazemos um acordo visando 30 milhões de Butanvac, já que a Butanvac já tem pesquisa pré-aprovada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]?”, contou.

Questionado sobre dar preferência à Butanvac, Queiroga justificou que o imunizante “vai sair por um custo menor que a Coronavac, é uma vacina de promessa na tecnologia brasileira, de desenvolvimento do complexo industrial da Saúde”. 

O ministro também levantou dúvidas sobre a vacina chinesa. “Apesar de entendermos que a Coronavac é uma boa vacina, já surgem questionamentos acerca de sua efetividade, mas não quero adentrar em conhecimento mais definitivo, até porque falta evidência. Mas por uma estratégia, o Ministério da Saúde pensa que investir na Butanvac seria melhor opção”, afirmou. 

Apesar das declarações, o ministro admitiu que não há investimentos do governo federal para o desenvolvimento da Butanvac. 

Distribuição da Sputnik V

Marcelo Queiroga também esclareceu como irá acontecer a distribuição das doses da vacina russa contra Covid-19, Sputnik V, que teve a importação excepcional e temporária liberada pela Anvisa na última sexta-feira, 4, após articulação do consórcio dos governadores do Nordeste.  

Segundo o ministro, as doses de vacina adquiridas pelo consórcio serão destinadas ao PNI e, posteriormente, distribuídas aos estados do Nordeste, que serão ressarcidos. 

Ele afirmou que governo federal deve apoiar os estudos de efetividades que faltam sobre o imunizante, que foi aprovado com inúmeras restrições.

Meta vacinal

O ministro da Saúde também garantiu à CPI que pretende vacinar contra a Covid-19 toda população brasileira acima de 18 anos, cerca de 60 milhões de habitantes, até o final de 2021.

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