Lava Jato e Associados, por Arkx

Lava Jato e Associados

por Arkx

“… a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás.”

Revelações 2:9

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem,”

Revelações 3:9

Curitiba é a capital brasileira com a maior quantidade de dias com céu nublado. é também uma das mais conservadoras cidades do país. é ainda a capital de um estado governado pelo PSDB e cujo Judiciário está assumidamente partidarizado.

a Lava Jato e Associados jamais exerceria tamanho poder se não estivesse em Curitiba. a cidade sede da operação não foi uma escolha fortuita. assim como juiz e integrantes da força-tarefa, com seu messianismo e louvação ao american way of life.

seguidores do culto puritano de uma terra da liberdade e das oportunidades, o lar de pessoas religiosas em busca de seus sonhos, muito embora tenham sido o pesadelo de índios, búfalos, florestas e escravos.

USA Incorporation já não é mais uma nação, converteu-se em mera base territorial e foro jurídico dos interesses das mega corporações transnacionais. a desigualdade de renda e riqueza estão em patamares crescentes. e hoje o food stamps atende  um de cada sete norte- americanos.

sempre desmascarando a si mesma, a Lava Jato e Associados é uma operação montada de fora, comandada de fora, para atender a interesses de fora.  portanto, é “muito maior” do que nós. se disto não temos as provas cabais, todas as informações analisadas, como num quebra-cabeça, permitem formar seguramente esta nossa convicção.

como agora o governo usurpador Temer deixa patente, a Direita brasileira não tem, e nunca teve, tamanha capacidade estratégica e operacional – e muito menos de formulação.

equivocam-se os que julgam que a Direita e os grandes empresários são exemplos de competência e inteligência. ao contrário, justamente por sabedores de suas insuperáveis limitações é que contratam, a peso de ouro, colaboradores inteligentes e competentes para defenderem seus interesses.

os interesses geopolíticos de USA Incorporation fazem da batalha do Brasil um decisivo teatro de operações de uma grande guerra mundial híbrida.

na cena do crime do golpe está presente DNA externo, não apenas a CIA e a NSA, também o  Mossad. além do histórico de atrito entre o governo Dilma e Israel, sublinhe-se as honras de Chefe de Estado com que o muy amigo Eduardo Cunha foi recebido no Knesset.

em 2013 o mega vazamento de Snowden expôs como a NSA espionava a Petrobrás, as grandes empresas brasileiras e até mesmo Dilma Roussef. desde então uma infinidade de grampos e delações premiadas produziram provas em demasia contra tudo e contra todos.

isto ajuda a explicar a apatia e a cumplicidade daquelas que deveriam ser as principais forças anti-cíclicas contra o aprofundamento do Estado de Exceção: STF, PGR, MPF e grandes grupos empresariais.

com os cadáveres sobrando no armário e pouco tapete em cima de muita sujeira, a falência institucional é completa.

após a chegada do inverno do impeachment, as aves de rapina do presidencialismo condominial disputam o orçamento público, as comissões e as propinas.

no clímax de sua lua de mel com o poder federal, o PSDB dá aulas de “republicanismo” para um PT ainda tão apático e desorientado quanto antes, fiel à sua estratégia de mirar um ano longe demais. 2018 ainda é a miragem no horizonte do deserto sem perspectivas do lulismo, paralisado pela lógica institucional e aprisionado pelo calendário eleitoral.

se a resistência popular ainda é aquém do necessário, revelou-se bem além do previsto conforme o script golpista. como não é possível transformar um país com a dimensão, a diversidade e a complexidade do Brasil numa nova Síria, os formuladores do golpe reconfiguram seu plano.

enquanto as chamas se elevam além da capacidade atual de controle, aproxima-se a ameaça do apagão logístico: elétrico, hídrico, alimentar.

tanto para as gangues patrimonialistas quanto para a operação implantada em Curitiba, nada lhes importa o sucateamento da infra-estrutura brasileira. executam passo a passo o projeto da arquitetura do caos. através da doutrina do choque o Brasil padece a ascensão de um capitalismo de desastre.

a Crise de 2008 colocou em xeque o modelo de um mundo unipolar sob a hegemonia de USA Incorporation. Killary Rodomski, a senhora da guerra, com sua tosse incessante, incapaz de se sustentar nas próprias pernas e furiosa com o próprio fracasso é a imagem de um sistema esgotado e incapaz de se auto regenerar.

esta crise se tornou maior do que tudo e do que todos. é a crise de todos nós. não é apenas uma crise política, agravamento de uma crise financeira e econômica, gerando uma crise institucional. numa camada mais profunda, há uma inédita e incontornável crise climática desencadeando uma crise da civilização. este modelo, em sua totalidade, está em colapso. dele nada se espere, somente a certeza de que não sobreviveremos.

summer is coming.

 

 

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19 comentários

  1. Crise do sujeito

    O Capital está entranhado em nós, é o susjeito automático (matrix, diretiva borg) que nos guia. É nosso Deus oculto e verdadeiro. Ele nos define como sujeitos trabalhadores-consumidores-narcisistas. Quando ele entra em crise, colapsamos junto. Narcisistas, nosso primeiro impulso é culpar o outro e agredi-lo. Quem nos salvará de nós mesmos?

    Explico:

    O verdadeiro sujeito no capitalismo é o capital, o sujeito automático. Mas as pessoas são levadas a crer que têm subjetividade, quando o que lhes resta é uma personalidade individualista e narcisista, voltada unicamente para o trabalho e o consumo. Até as viajens, a diversão, as festas, a arte e a fé são atos de consumo: tudo é mercado.

    O problema é que as pessoas estão se tornando supérfluas para o capitalismo, que não precisa da maioria delas para produzir mercadorias. O trabalho está em crise. E com ele o poder de consumo.

    Se o “sujeito” não acha trabalho, ou ganha menos pelo mesmo trabalho e não pode mais comprar, o resultado é o colapso da subjetividade do “homo economicus”. Por isto o desespero de todos, principalmente das classes médias, nas quais a fé nos fetiches do capital é mais forte.

    Seria então um oportunidade para conscientização das massas exploradas ou excluídas? Oportunidade para a conscientização das classes médias, que teriam bagagem intelectual suficiente para entender as engrenagens do capital?

    Não e não. Não esqueçamos que se trata de fé, do fetiche da mercadoria, do amor ao trabalho, de comportamentos irracionais. A psique das pessoas sob o capitalismo é predominatemente narcisista (infantil): “quero mais, quero trabalhar, ganhar e gastar, quero prazer imediato, quero apaluso, ser ouvido e elogiado pelo meu desempenho, pelos meus bens, minhas qualidades”.

    Quando o narcisista é frustrado, ele raramente toma consciência de si (os psicólogos costumam desanimar quando atendem um). O normal é reagir de forma violenta e projetar suas frustações num outro. Ele sente ódio e precisa de um bode expiatório para odiar. E tome ódio aos petistas, às bichas, aos macumbeiros, aos árabes, aos banqueiros, aos EUA, aos pobres. Há bodes expiatórios à direita e à esquerda, para todos os gostos ideológicos.

    Ódio disfarçado de piedade e amor à justiça, pois o narcisista deve se olhar no espelho e ver uma imagem bonita, irretocável, não pode ver seu próprio ódio, não pode se ver comom realemente é: a personificação do sujeito automático do capital, agora frustrado, cão raivoso com a boca espumando de ódio por seus fracassos.

    Por isso, a elite, as classes médias e os prórpios procuradores/delegados/juízes da lava jato acreditam mesmo que estão combatendo o bom combate quando, de fato, eles canalizam o histórico ódio das elites e classes médias brasileiras ao que Lula simboliza, ou seja, ódio a tudo que cheire a excluídos: nordestinos, negros, bichas, pobres, analfabetos, macumbeiros, maconheiros etc.

    Quem nos salvará de nós mesmos?

    • Lava Jato & Associados

      ->O Capital está entranhado em nós

      ->Quando ele entra em crise, colapsamos junto.

      -> O normal é reagir de forma violenta e projetar suas frustações num outro. Ele sente ódio e precisa de um bode expiatório para odiar.

      -> canalizam o histórico ódio das elites e classes médias brasileiras ao que Lula simboliza, ou seja, ódio a tudo que cheire a excluídos: nordestinos, negros, bichas, pobres, analfabetos, macumbeiros, maconheiros etc.

      muito bom. vou tentar fazer algumas observações:

      – o processo de subjetivação próprio do neoliberalismo produz um neosujeito;

      – este neosujeito é condenado a ser duplo: mestre de desempenhos admiráveis e objeto de gozo descartável, oscilando entre depressão e perversão;

      – o neosujeito se experimenta como um “recurso humano” consumido pelas empresas para produção de lucro. experimenta o outro como objeto descartável a ser consumido para a produção de auto-satisfação. e consome mercadorias para experimentar um inalcançável gozo pleno, ilimitado e definitivo;

      – como o fracasso social é visto como uma patologia, a depressão se tornou epidêmica;

      – com a dissolução das referências comuns, religiosas e políticas, restou apenas o mercado, gerando uma psicotização de massa e uma perversão sistêmica.

      o projeto de uma nova esquerda (se assim ainda podemos denominar) é produzir um outro processo de subjetivação. fazer de toda atividade política também uma terapêutica, através de uma militância que não mais esteja separada da vida.

      é desta perspectiva que deve ser analisado o atual movimento secundarista no Brasil, e também a heterogeneidade presente nas manifestações de Junho de 2013. um processo recalcado pela Esquerda tradicional, que retorna como sintoma nas ruas ocupadas pela Direita proto-fascista. mas agora mais uma vez presente nesta descentralizada e autônoma profusão de atos e manifestações contra o golpe.

      não há mais saídas. não vamos sair desta crise. nem no plano social, nem no âmbito pessoal.

      ninguém nos salvará de nós mesmos. precisamos nos tornar outrem.

      grande abraço

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=PYJ3uYeAlz0%5D

      .

  2. Apêndice

    Apenas para notar nos gráficos sobre concentração de renda o impacto das medidas do governo de bem-estar social implantadas nos EUA após a Segunda Guerra mundial (sim, o pioneirismo foi dos americanos e não dos europeus).

    E quanto às ‘camadas mais profundas’, deve-se acrescentar que não apenas novas condições climáticas estão se apresentando como também novas condições energéticas. Até já avisei ao Nassif: este século termina em 2030.

    • Lava Jato & Associados

      -> renda o impacto das medidas do governo de bem-estar social implantadas nos EUA após a Segunda Guerra mundial

      e tb como a partir da década de 80, com o neoliberalismo, a desigualdade de renda dispara novamente, voltando aos níveis do início do séc. XX. os gráficos são do livro “O Capital no século XXI”, Thomas Piketty.

      -> não apenas novas condições climáticas estão se apresentando como também novas condições energéticas.

      permita-me aqui uma auto-citação:

      mas o maior impacto da mudança climática será interno. será no funcionamento de nossos corpos que sentiremos com maior intensidade as mudanças globais no clima. isto já está acontecendo e sendo diagnosticado como “doença”:

      pressão e dor na cabeça e na nuca; zumbidos e pressão no ouvido; labirintite; nariz entupido e dores no septo e na testa; náuseas e diarréias; tonteiras e fadiga súbita; suores noturnos; todo tipo de distúrbio do sono: sono picado, acordar de madrugada, por volta das 3:00 h e perder completamente o sono, deitar cansado e pegar rápido no sono, mas pouco tempo depois despertar sem nenhuma vontade de dormir; uréia e glicose ligeiramente acima do limite; problemas renais e no ciático; dores nos ossos longos e chatos.

      um hemograma mais simples ou uma dosagem hormonal complexa se baseiam em faixas obtidas por estatística. o resultado fora destas faixas indica uma tendência a se desenvolver processos patológicos. entretanto, assim como a água ferve a 100º C apenas nas CNTP, as faixas estatísticas utilizadas nos exames não são válidas sob novas condições ambientais. assim, como distinguir uma tendência à patologia, sob os parâmetros anteriores, do que já pode ser um processo de adaptação as novas condições climáticas? quais seriam as faixas de “normalidade” para as novas condições climáticas?

      grande abraço

      .

  3. Danton …

    Ontem estava eu assistindo pela enesima vez o filme de Wadja, Danton, de 1983. Impossivel não pensar na Lava Jato e seus goden boys. As reuniões do Comitê de Slavação Nacional, presididas por Robespierre, são a cara da Lava Jato. É mais ou menos assim:

    Prendam fulano.

    Mas não temos provas.

    Prendam assim mesmo.

    Aproveite e prendam também sicrano e beltrano. Depois a gente inventa as provas. 

    O Tribunal que “julgou” de Danton deve ser muito parecido com o Tribunal de Sergio Moro ( PSDB-PR). Cada vez que o acusado abre a boca pra se defender, o juize o acusa de traição e manda ele se calar. Depois Robespierre vocifera: Não se trata de Justiça.  Isso é politica. 

    Quer que desenhe?

     

    • Lava Jato & Associados

      ->Depois Robespierre vocifera: Não se trata de Justiça.  Isso é politica.

      pois é… mas aqui cabe uma ponderação: não é sempre de política que se trata? não foi também uma decisão política do lulismo não fazer a auditoria da privataria tucana? não foi tb política o abafamento da Satiagraha? agora tai a Direita se apropriando do que a Esquerda não teve coragem e habilidade para fazer.

      abraços

      .

  4. Dna do golpe


    Brilhante. Primeiro artigo que cita e dá nome ao DNA do golpe. Aponta diretamente os responsáveis pela organização e manipulação das rédeas do desmonte do Estado brasileiro como foi feito em outros países até recentemente. A minha dúvida  é saber os motivos pelos quais os analistas daqui temem tanto dar o nome aos bois que puxam a carruagem do desmanche do país.O resto é distração para a platéia ficar discutindo os próximos passos do vampiro de Curitiba. Todo mundo sabe o que ele quer e vai fazer. Por que não analisar diretamente a fonte e o money que rola para a cumplicidade?

    • Lava Jato & Associados

      -> artigo que cita e dá nome ao DNA do golpe.

      agradeço a deferência, mas por uma questão de justiça devemos nos reportar ao artigo de Luis Nassif, ainda em 01/08/2015:

      PGR encontrou-se nos EUA com ex-sócia de concorrentes da Eletronuclear

      mais recentemente temos tb as publicações de Fernando Rosa, em seu blog “Senhor X”:

      Prender Lula e liquidar Defesa

      “Estados Unidos do Brasil”

      e outros.

      -> A minha dúvida  é saber os motivos pelos quais os analistas daqui temem tanto

      uma necessária prudência frente ao autoritarismo da Lava Jato & Associados, pronta a botar na cadeia todos aqueles que considerar seus inimigos.

      estamos desde o início desta operação num regime de exceção, com tribunais especiais e um Judiciário partidarizado. sem deixar de frisar que a justiça brasileira sempre foi venal, classista, seletiva e corporativa.

      enfim parece que a sociedade civil está se levantando com a ditadura dos cruzados de Curitiba:

      INTELECTUAIS ASSINAM MANIFESTO CONTRA “AUTORITARISMO JURÍDICO”

      grande abraço

      .

      • criptografia=garranchos+linha do tempo

        Concordo com você. Prudência é palavra de ordem nesses tempos. Arkx, de um modo geral, gosto das suas abordagens nos seus textos e costumo ler as suas respostas aos comentaristas, o que aliás você faz com muita atenção. Gostaria de compartilhar um material com voce que venho estudando há tempos, muito interessante, que um comentarista em outro site, gentilmente, me enviou. Faz tempão que quero compartilhar com você, mas na hora “H” sempre acabo abortando a idéia por achar que não seria o caso ou que “tem nada a ver”, mas depois dessa sua postagem decidi ousar e seguir em fente.. Essa minha vontade tem a ver com um comnetário seu em resposta a outro comentarista no post a batalha do Brasil sex, 12/08/2016 – 16:10  em que voce escreveu: “…mas cabe indagar: e nós, chegamos até o fim do ano? vou ver o que o cigano diz a respeito. ele deixou tudo escrito no maldito pergaminho. o diabo é conseguir decifrar a intrincada criptografia daqueles garranchos” ( https://jornalggn.com.br/blog/arkx/a-batalha-do-brasil-0 ).

        Você teria um e-mail ou outro meio para que eu pudesse te enviar os links desse material que venho estudando? A maior parte dele está em vídeo do youtube mesmo, Muita gente boa em todo o mundo tem se debruçado sobre a  tal criptografia dos garranchos do cigano e, confesso, o estudo de muitos desses estudiosos faz, sim, sentido. A questão toda tem a ver com matemática, física quântica e linha do tempo[ à propósito, linha do tempo é que é a porrada nas nossas cabeças, pode acreditar]. Garanto que é muito interessante saber o que essa gente tem produzido sobre a criptografia dos tais garranchos do cigano. Prá mim, pelo menos, esse material tem sido muito elucidativo.

        ————————————————————————————————————————————-

         

  5. Nao há malícia. Sao primários em conhecimento mas tb esperteza.

    “equivocam-se os que julgam que a Direita e os grandes empresários são exemplos de competência e inteligência. ao contrário, justamente por sabedores de suas insuperáveis limitações é que contratam, a peso de ouro, colaboradores inteligentes e competentes para defenderem seus interesses.”

    Vc tem toda a razão. Trabalhando no direito empresarial tive bastante contato com executivos e donos de empresa. O despreparo – em geral da segunda geração na empresa familiar – é assustador.

    Muitos erros de avaliação que cometo em minha análises decorrem de supor uma inteligência e uma malícia que simplesmente não está lá.

    O mesmo se aplica em certa medida aos “cavalos” da Lava a Jato, onde baixam os santos do Império – esses sim espertíssimos.

    Quando deixados por si mesmo, os cavalos metem os pés pelas mãos, como o grampo em Dilma, o vazamento subsequente, o show de powerpoint…

    O castelo de cartas, como vc aponta, so nao rui por causa da:

    “apatia e a cumplicidade daquelas que deveriam ser as principais forças anti-cíclicas contra o aprofundamento do Estado de Exceção: STF, PGR, MPF e grandes grupos empresariais.”

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