afinal, por que estamos caindo neste golpe?

 

após a divulgação da pesquisa na qual 52% querem eleições antecipadas, apenas 16% apoiarem que Temer  fique até 2018, com o governo interino desaprovado por 48% e o próprio Temer ter 68% de rejeição e 89% considerarem que o Brasil está no rumo errado;

após os dados corrigidos da pesquisa Datafolha indicarem que quase 74% dos entrevistados apóiam o “Fora Temer”;

após o MPF se manifestar por as “pedaladas fiscais” não serem “crime comum nem de responsabilidade fiscal, tampouco configurar dolo por parte da presidente eleita ou desrespeito ao Congresso”;

após o Tribunal Internacional Sobre a Democracia no Brasil, com um júri composto por nove especialistas internacionais, decidir que “o impedimento neste caso se caracteriza como verdadeiro golpe ao Estado Democrático de Direito e deve ser declarado nulo em todos os seus efeitos” ;

após a divulgação das gravações de Sérgio Machado deixarem claro que impeachment é uma tentativa de pacto à la Brasil para dar uma solução para estancar a sangria da Lava Jato, e que Dilma sempre foi a pedra no meio do caminho do acordo de salvação nacional das elites;

após uma seletiva e autoritária Lava Jato ter como resultado anunciado conduzir à Presidência do Brasil um político impopular, inelegível e incapaz de resistir a qualquer investigação isenta, repetindo os mesmo catastrófico desdobramento da “Mãos Limpas” italiana, em cujo rastro Berlusconi chegou ao poder;

após ficar inegável que o governo interino age como se já fosse definitivo para executar o programa derrotado 4 vezes nas urnas, um golpe da plutocracia contra os pobres;

após a surpreendente e impressionante vitalidade de um  Povo sem Medo que nas ruas se ergueu em defesa da Democracia, numa ininterrupta sequência de atos e manifestações;

afinal, por que estamos caindo neste golpe?

por que apesar de Lula e Dilma terem indicado 8 de seus atuais 11 membros, o STF permanece inerte em relação ao impeachment, quando até os golpistas já assumiram tratar-se não de um processo jurídico e sim político?

por que a presidente afastada Dilma Roussef, após programar viagens pelo Brasil para lutar contra o golpe, arrecadando mais de R$ 725 mil num financiamento coletivo para este fim, decidiu tirar o mês de Julho como se houvesse entrado em férias em meio ao processo de concretização do impeachment?

por que Lula, após sua “condução coercitiva” pela Lava Jato, em 04/03/2016, ter afirmado que: “A partir da semana que vem, quem quiser um discursinho do Lula, é só acertar a passagem de avião – não de ônibus, porque demora muito. Estou disposto a andar por este país.”, e ainda assim prosseguir com sua imutável política de conchavos de cúpula, acordos de gabinete e pactos com a elite?

por que Marcelo Odebrecht, mesmo condenado a mais de 19 anos e preso desde junho de 2015, com a própria empresa Odebrecht sendo penalizada, não divulga a única “delação premiada” que lhe caberia: expor a Lava Jato e o impeachment como uma intrincada luta política contra os interesses do Brasil, de suas grandes empresas e de sua população?

por que o Almte. Othon, “pai do programa nuclear brasileiro”, sob prisão domiciliar e sua condenação pedida pelo MPF-RJ, não repete suas enfáticas declarações sobre os interesses estratégicos dos EUA em barrarem as pesquisas brasileiras na área nuclear, principalmente no que tange as ultra centrífugas para enriquecimento de urânio?

por que a CUT, o MST e a Frente Brasil Popular não estão convocando para as manifestações atos em nível nacional marcadas para 31/07/2016, contra o impeachment e em defesa da Democracia, mesmo com o recuo do MBL, cujo ato estava previsto para o mesmo dia?

por que políticos do PT e do PC do B, mas não apenas destes, também do PSOL, estão privilegiando suas campanhas para as eleições municipais, mesmo num cenário de golpe e com presos por suposição de prepararem atos terroristas serem impedidos pelo Ministro da Justiça interino de se comunicarem com seus advogados?

afinal, por que estamos caindo neste golpe?

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11 comentários

  1. Seus textos são maravilhosos, mas.

    1 – respondendo à pergunta: Acho que estamos caindo neste golpe, porque o pior ainda não aconteceu

     

    Você é um homem inteligente, seus textos são excelentes e têm até uma sensualidade estranha…
    Não queria mais escrever na internet, está começando a ficar arriscado, certo? “Thought crime”? Mas aqui vou eu, esperando não ser censurada e com uma pergunta que não quer calar: por que a visão algo ‘descarnada’ de poder transparecendo aqui e ali nos seus textos? Por mais que a plutocracia mundial ame o poder, de modo fetichista, ele não é uma coisa independente, precisa ser exercido por alguém sobre outrem. Bobbio me ensinou essa.

    Ou seja, o Clube de Bilderberg, Wallstreet, Londres, sociedades secretas espalhadas pelo mundo, famílias poderosas que se eternizam no poder há séculos em diversos países, realmente, exercem poder. Em relação ao Clube de Bilderberg especificamente, momento em que eles param para um chá, há uns anos atrás eu tinha essa mania de verificar qual era a pauta da reunião em  determinado ano e depois ficava observando um país atrás do outro fazendo mudanças estruturais – e semelhantes – em relação àquelas questões (trabalhistas, previdenciárias, etc). Bastante impressionante como a coisa funciona.

    Claro, existem estruturas e sistemas que quase ganham vida própria, formando essa “Máquina do Mundo” que vemos agir todos os dias. Sem contar que os idiotas assalariados, dependendo do caldo cultural, tendem a repetir uns com os outros a mesma opressão vinda dos 1% mais ricos dentre os 7 bilhões.

    Claro, há também o Acaso e o Caos na vida e na história (muito embora os donos do poder sequestrem, controlem, financiem pesquisas, ideias e tecnologias para colocar essas variáveis cada vez mais sob controle).

    Mas você sabe que a derrocada da democracia e dos Estados Nações que vemos hoje é arquitetada, planejada em vários níveis, and it’s working as intended.

    Não sou rude, gosto de Guy de Maupassant, Maugham e sei que a vida é caótica. Mas o(s) poder(es) no mundo são exercidos por sujeitos. Vários sujeitos. Mas nomeáveis. Preciso nomear alguns dos mais conhecidos?

    Cometo até a grosseria de dizer que se esses sujeitos poderosos quisessem (ou permitissem), a vida seria um pouco melhor para a maioria. Aqui no Brasil, na África, wherever. Não seria perfeita, mas seria menos opressora para a maioria (como, aliás, já foi e ainda é em certos lugares do mundo, onde eles permitem que assim seja).

    A plutocracia Ocidental apenas decidiu que as coisas não podem ficar boas demais para os debaixo. E a resistência dos que pensam diferente está enfraquecida agora, na maior parte do Globo. A Rússia de Putin talvez seja a grande exceção. Isso, claro, se tudo não for também parte do teatro. Confesso que tenho minhas dúvidas quanto à Rússia e, sobretudo, Putin, muito embora eu saiba que quase tudo que ocorreu na história desde 1917 foi em alguma medida resposta à Revolução Bolchevique. Mas tem aquilo que Orwell escreveu sobre Stalin, Churchill e Roosevelt em Teerã, na Criméia… nos encontros que definiram o mundo. E claro que eles representavam interesses (e pessoas) altamente poderosos naquelas ocasiões.

     Aliás, Orwell escreveu, em 1984, que a velha Elite mundial (Ocidental) há tempos não luta entre si – não no que tange ao que é *fundamentalmente importante*. Ao contrário, ela é extremamente unida e organizada. Sua luta é contra o trabalhador, contra quem ganha salário, contra 99% da população.

    Agora, aqui vai uma teoria da conspiração daquelas: eu ainda acho que a elite mundial, depois que levar o fim do Capitalismo até o fim, vai dar um jeito de substituir os escravos assalariados por robôs altamente capazes:
    http://www.livescience.com/29379-intelligent-robots-will-overtake-humans.html

    Como diria um teorista da conspiração de quem eu gosto: “não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”.

    Cada vez menos a Elite mundial precisa de nós.
    E volto a dizer: há pessoas por trás do sistema. O fato de que ele funcione de forma quase autônoma – e como uma máquina devoradora de carne e de sonhos – não torna isso menos verdade.

    • antes de tudo, obrigado pelo

      antes de tudo, obrigado pelo comentário. inclusive pela envergadura das crise que vivemos, não tenho nenhum problema em admitir que preciso trocar opiniões e experiências com quem “não conheço”. apenas com aqueles que “conheço”, também é forçoso reconhecer, não estamos dando conta de tudo que está em jogo. até porque são as pessoas mesmas que estão em crise.

      vou retrucar no ping-pong.

      ->” Não queria mais escrever na internet, está começando a ficar arriscado”

      óbvio que compreendo a preocupação. mas lamento informar que agora já era… já está escrito e devidamente armazenado nos terabytes do Big Brother. recordemos que o Snowden alertou para isto. uma coleta incessante e maciça de dados, visando principalmente análise retroativa. assim que alguém se torna suspeito, seus dados já arquivados são recuperados e esmiuçados.

      mas não considero que haja qualquer motivo para alguma paranóia exagerada. a melhor maneira de ocultar algo é deixar tudo completamente às claras. a melhor maneira de não passar informação, é só passar as informações de menor relevância.

      ->” precisa ser exercido por alguém sobre outrem. Bobbio me ensinou essa.”

      sem dúvida! mas Foucault também já nos ensinou que o poder não é um lugar que se ocupa, tampouco uma mercadoria que se possui. o poder é exercido. e exercido numa relação. daí a mesma pessoa ser “revolucionária” em certas relações e absolutamente “fascista” em outras.

      -> ‘Ou seja, o Clube de Bilderberg, Wallstreet, Londres, sociedades secretas espalhadas pelo mundo, […] Bastante impressionante como a coisa funciona.”

      mais uma vez concordo. a mais impressionante abordagem que conheço a respeito disto é o livro “O Relatório Lugano”. uma ficção brutalmente real! um grupo de especialistas em diversas áreas se reúne para formular um projeto que permita a hegemonia continuada das elites globais (o 1%). o relatório por eles elaborado, neste obra de ficção, é o que vem sendo implementado na realidade. e é um livro de 1999!

      -> “Claro, existem estruturas e sistemas que quase ganham vida própria, formando essa “Máquina do Mundo” […] Mas o(s) poder(es) no mundo são exercidos por sujeitos. […] ” vai dar um jeito de substituir os escravos assalariados por robôs altamente capazes”

      mas aqui vem os paradoxos de um capitalismo muito próximo de seus limites, com a intensa financeirização viabilizada pela revolução digital.

      o poder é exercido pelos gestores da “Máquina do Mundo”. embora obtenham enormes benefícios, os gestores não são os donos da “Máquina do Mundo”. embora possam até ser acionistas.

      exemplo concreto: um CEO exerce muito poder e ganha bastante grana. mas tem em torno dele compliances variados, desde a controladoria interna até Conselhos de Administração e Fiscal, órgãos reguladores, etc… dada sua complexidade a “Máquina do Mundo” ganhou uma autonomia enorme. tudo e todos são apenas os serviçais dela, que opera com uma lógica intrínseca que a todos aprisiona.

      quanto aos robôs, é claro que os 1% sonham com isto. aliás, todo empresário sonha em substituir a força de trabalho humana por máquinas. mas aqui entra a contradição interna do capitalismo! quanto mais baixo o custo de produção, mais baixa a taxa de lucro por unidade! quanto mais se retira o trabalho humano da produção, há menos salários e diminui a renda e o poder de compra, portanto, cai a demanda. o produto fica tão barato, gerando uma superprodução num contexto de renda em queda, que as empresas não vendem o suficiente para realizar o lucro e pagar seus financiamentos bancários. já não há produção suficiente de mais valia, nem realização de valor, as bolhas estouram: crise!

      e este é o cenário de 2008 até hoje!

      a progressiva robotização da produção, ao substituir o fator humano, faz com que o preço dos produtos, seu valor de troca, tenda a zero, levando a desaparecer o fundamento do capitalismo: o lucro.

      muito embora mundos como “Matrix” e “Terminator” sejam o sonho paranóide do Capitalismo, este é um sistema tão esquizofrênico que são apenas isto: delírios megalomaníacos encenados pela indústria cultural. são a expressão de um projeto inalcançável, pois antes de se impor plenamente sempre leva a crises e guerras. um desequilíbrio insanável.

      ->” Cometo até a grosseria de dizer que se esses sujeitos poderosos quisessem (ou permitissem), a vida seria um pouco melhor para a maioria.”

      pois é… mas os 1% não querem de jeito nenhum! eles nos querem doentes igual a eles. eles tem renda e patrimônio, mas é terrível engano supor que tenham qualidade de vida. são monstruosamente patológicos em todos os níveis.

      ->” A Rússia de Putin talvez seja a grande exceção. Isso, claro, se tudo não for também parte do teatro.”

      mesmo que, evidentemente, nenhuma admiração minha por Putin, muito menos o infame regime chinês, a Rússia se tornou o grande entrave à Nova Ordem Mundial. e já está ganhando a guerra! a batalha da Turquia (mesmo que ainda em curso) foi uma vitória decisiva. ao contrário do golpeachment em curso no Brasil – que também é um teatro de operações crucial. um confronto nuclear com a Rússia parece ainda mais provável com Hillary do que com Trump. aliás, a “Senhora da Guerra” tem sérios problemas com sua candidatura.

      grande abraço. valeu!

      .

      • Foucault

        mas Foucault também já nos ensinou que o poder não é um lugar que se ocupa, tampouco uma mercadoria que se possui. o poder é exercido. e exercido numa relação. daí a mesma pessoa ser “revolucionária” em certas relações e absolutamente “fascista” em outras.

        Li muito Foucault na faculdade. Acho que ele tem alguns insights interessantes (a “capilaridade” do poder, etc), mas sempre achei que, fundamentalmente, a noção de poder dele é descarnada e até, diria, apolítica! Já viu um debate entre ele e Chomsky no youtube? Ele se comporta um pouco como um adolescente niilista.

         

        quanto aos robôs, é claro que os 1% sonham com isto. aliás, todo empresário sonha em substituir a força de trabalho humana por máquinas. mas aqui entra a contradição interna do capitalismo! quanto mais baixo o custo de produção, mais baixa a taxa de lucro por unidade! quanto mais se retira o trabalho humano da produção, há menos salários e diminui a renda e o poder de compra, portanto, cai a demanda. o produto fica tão barato, gerando uma superprodução num contexto de renda em queda, que as empresas não vendem o suficiente para realizar o lucro e pagar seus financiamentos bancários. já não há produção suficiente de mais valia, nem realização de valor, as bolhas estouram: crise!

        e este é o cenário de 2008 até hoje!

        Excelente análise, obrigada. Apenas pergunto, humildemente, se os donos do poder não estão se preparando exatamente para isso: para levar o fim do Capitalismo até o fim dessa vez. Nada de Keynesianismo, nenhuma salvação à vista. Claro que estou falando de um processo longo, mas que já começou. Enfim, apenas uma intuição minha, talvez um tanto paranóica… de todo modo, a impressão que dá é que somos cada vez menos necessários. Se vc parar pra pensar, logo nem dos jovens pobres eles precisarão mais para fazer guerras.

        mesmo que, evidentemente, nenhuma admiração minha por Putin, muito menos o infame regime chinês, a Rússia se tornou o grande entrave à Nova Ordem Mundial. e já está ganhando a guerra! a batalha da Turquia (mesmo que ainda em curso) foi uma vitória decisiva. ao contrário do golpeachment em curso no Brasil – que também é um teatro de operações crucial. um confronto nuclear com a Rússia parece ainda mais provável com Hillary do que com Trump. aliás, a “Senhora da Guerra” tem sérios problemas com sua candidatura.

        interessante o que vc escreveu e parece lógico…

         

        • a máquina do mundo (2)

          ->” Já viu um debate entre ele e Chomsky no youtube?”

          não vi. vou fazer o download. uma versão reduzida. Foucault tem coisas legais e outras nem tanto. penso que não se deve confundir o autor e a obra. e também que não se deve ter uma visão totalizadora da obra. sempre há alguns conceitos e análises pertinentes e outros não. Foucault é legal – na minha perspectiva – pela micropolítica, pela sociedade disciplinar, pela articulação entre saber e poder, pela análise do quadro de Velázquez em “As Palavras e as Coisas”, etc.. tem também uma relação minha com a obra dele, digamos, sentimental. assim como com Deleuze e Guattari.

          sobre este tema do poder e do governo, tem um livro recente do Chomsky – que ainda não li: “Quem governa o mundo?”.

          esclareço que todos estes autores, temas e questões tem prá mim uma pertinência prática, e não teórica ou acadêmica.   

          ->” a impressão que dá é que somos cada vez menos necessários” […] ” Apenas pergunto, humildemente, se os donos do poder não estão se preparando exatamente para isso: para levar o fim do Capitalismo até o fim dessa vez.”

          e eu, também humildemente, concordo. vivemos no mundo das mercadorias descartáveis. somos apenas mais uma delas.

          ->”não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”

          não tenho a menor idéia de quem escreveu isto! não mais se trata de desumanizar os homens, tornando cyborgs dóceis e úteis, mas de produzir uma outra humanidade sem o fator humano. bastante coerente com o processo atual: um admirável mundo novo.

          mas abre também uma outra questão: e o humano? não seria este “humano” inseparável do próprio capitalismo? antropoceno -> antropozóico -> antropocentrismo. é neste “humano”  separado da biosfera que está o grande problema! não é por outro motivo que o capitalismo pretende uma expansão ilimitada, com a perene acumulação do capital, num mundo de recursos naturais finitos.

          levar o Capitalismo até o fim não implica numa concretização vitoriosa do sonho dos masters of mankind, e sim num inevitável evento de destruição em massa. mas aqueles que se pretendem o “governo oculto do mundo” tem a suprema ilusão que vão se salvar com seus bancos de sementes e bunkers subterrâneos…

          .

  2. Foucault é legal – na minha

    Foucault é legal – na minha perspectiva – pela micropolítica, pela sociedade disciplinar, pela articulação entre saber e poder, pela análise do quadro de Velázquez em “As Palavras e as Coisas”, etc.. tem também uma relação minha com a obra dele, digamos, sentimental. assim como com Deleuze e Guattari

    Bem lembrado. Foucault tem realmente uns insights legais. A única coisa que me desagrada, como eu disse, é o modo como, contraditoriamente, ele retira os indivíduos da jogada, das relações de poder. O ensino da História tem sofrido com essa visão por demais estrutural. E vai ficar pior. Mas eu entendo as qualidades desse tipo de abordagem para determinados temas.

    ->”não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”

    não tenho a menor idéia de quem escreveu isto!

    Um teorista da conspiração, mas ele costuma falar coisa com coisa.

    Obviamente, certos indivíduos na Elite das elites devem sonhar com eternidade, com um corpo imortal, cibernético e blablabla. Se até John Gray (que trabalhou com quem ele trabalhou) outro dia criticava os que estavam pagando caríssimo para preservar o corpo em câmeras criogências, de modo que em anos fossem ressuscitados…

    Ah, sim, eu me lembro que ele dizia que essas pessoas se esquecem de que a história é imprevisível.

    Mas esses sonhos elétricos saídos de ficção científica dos anos 1950 nem são nosso maior problema.

    Desde a primeira notícia sobre demissões em massa em empresa atingida pela Lava-Jato eu pensei: “é isso, vão fazer do Brasil outro continente Africano”. Não que estejamos tão melhor assim que os africanos, claro. Não que a África seja toda miséria, etc etc. Mas talvez ele venham a destruir o pouco que conseguimos.

    No dia anterior a essas primeiras notícias da LJ eu assistia a um documentário sobre o ‘problema’ da água na África (a “falta econômica” de água, realmente um conceito que é uma piada). Em milhares de aldeias, as populações simplesmente são impedidas de explorar a água – que é totalmente controlada por, em resumo, duas grandes companhias internacionais, com ajuda, claro, de Estadozinhos opressores, de polícia violenta. Como as pessoas nunca sabem quando há ou não água, elas abrem a torneira várias vezes ao dia. Um homem, com rosto angustiado, explicava que cada vez que abriam e ouviam o ar, a conta de água aumentava.

    Outro dia eu lembrava disso, vim ler um texto seu e vc falava em estabelecimento do “padrão africano” em lugar da cidadania. Achei uma coincidência interessante… algo está definitivamente no ar.

    Chateada, ARKX, porque a maioria não sabe ou não liga para o que está acontecendo com o Brasil. Outro dia, por conta dos últimos acontecimentos, eu li um americano, em um comentário no youtube, dizendo: “they should’ve bombed Brazil already that place is another shithole anyway”. O cara era um senhor classe média americana até onde pude ver. Esse comentário é extremo, mas havia outros em tons bem próximos.

    É isso que estão fazendo com nosso país: transformando-o em um paiseco, digno apenas de bombas e do miserê que virá.

    Qual terá de ser o nível de desmantelamento do nosso país para que o exército, a justiça e a PF acordem?

    Bom, acho que temos muito sofrimento à vista.

    esclareço que todos estes autores, temas e questões tem prá mim uma pertinência prática, e não teórica ou acadêmica.

    Para mim também.

    Levar o Capitalismo até o fim não implica numa concretização vitoriosa do sonho dos masters of mankind, e sim num inevitável evento de destruição em massa.

    Pode ser, pode ser… mas eles devem estar se preparando para o fim do Capitalismo e para viverem independentes de nós, em um mundo só para eles, amanhã ou algum dia. Mas é só uma teoria.

  3. Foucault é legal – na minha

    Foucault é legal – na minha perspectiva – pela micropolítica, pela sociedade disciplinar, pela articulação entre saber e poder, pela análise do quadro de Velázquez em “As Palavras e as Coisas”, etc.. tem também uma relação minha com a obra dele, digamos, sentimental. assim como com Deleuze e Guattari

    Bem lembrado. Foucault tem realmente uns insights legais. A única coisa que me desagrada, como eu disse, é o modo como, contraditoriamente, ele retira os indivíduos da jogada, das relações de poder. O ensino da História tem sofrido com essa visão por demais estrutural. E vai ficar pior. Mas eu entendo as qualidades desse tipo de abordagem para determinados temas.

    ->”não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”

    não tenho a menor idéia de quem escreveu isto!

    Um teorista da conspiração, mas ele costuma falar coisa com coisa.

    Obviamente, certos indivíduos na Elite das elites devem sonhar com eternidade, com um corpo imortal, cibernético e blablabla. Se até John Gray (que trabalhou com quem ele trabalhou) outro dia criticava os que estavam pagando caríssimo para preservar o corpo em câmeras criogências, de modo que em anos fossem ressuscitados…

    Ah, sim, eu me lembro que ele dizia que essas pessoas se esquecem de que a história é imprevisível.

    Mas esses sonhos elétricos saídos de ficção científica dos anos 1950 nem são nosso maior problema.

    Desde a primeira notícia sobre demissões em massa em empresa atingida pela Lava-Jato eu pensei: “é isso, vão fazer do Brasil outro continente Africano”. Não que estejamos tão melhor assim que os africanos, claro. Não que a África seja toda miséria, etc etc. Mas talvez ele venham a destruir o pouco que conseguimos.

    No dia anterior a essas primeiras notícias da LJ eu assistia a um documentário sobre o ‘problema’ da água na África (a “falta econômica” de água, realmente um conceito que é uma piada). Em milhares de aldeias, as populações simplesmente são impedidas de explorar a água – que é totalmente controlada por, em resumo, duas grandes companhias internacionais, com ajuda, claro, de Estadozinhos opressores, de polícia violenta. Como as pessoas nunca sabem quando há ou não água, elas abrem a torneira várias vezes ao dia. Um homem, com rosto angustiado, explicava que cada vez que abriam e ouviam o ar, a conta de água aumentava.

    Outro dia eu lembrava disso, vim ler um texto seu e vc falava em estabelecimento do “padrão africano” em lugar da cidadania. Achei uma coincidência interessante… algo está definitivamente no ar.

    Chateada, ARKX, porque a maioria não sabe ou não liga para o que está acontecendo com o Brasil. Outro dia, por conta dos últimos acontecimentos, eu li um americano, em um comentário no youtube, dizendo: “they should’ve bombed Brazil already that place is another shithole anyway”. O cara era um senhor classe média americana até onde pude ver. Esse comentário é extremo, mas havia outros em tons bem próximos.

    É isso que estão fazendo com nosso país: transformando-o em um paiseco, digno apenas de bombas e do miserê que virá.

    Qual terá de ser o nível de desmantelamento do nosso país para que o exército, a justiça e a PF acordem?

    Bom, acho que temos muito sofrimento à vista.

    esclareço que todos estes autores, temas e questões tem prá mim uma pertinência prática, e não teórica ou acadêmica.

    Para mim também.

    Levar o Capitalismo até o fim não implica numa concretização vitoriosa do sonho dos masters of mankind, e sim num inevitável evento de destruição em massa.

    Pode ser, pode ser… mas eles devem estar se preparando para o fim do Capitalismo e para viverem independentes de nós, em um mundo só para eles, amanhã ou algum dia. Mas é só uma teoria.

    • blade runner

      ->”não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”

      curiosamente, lembro-me de ter lido (ou ouvido) isto, mas não consigo me recordar exatamente de onde…

      seja como for, este tema recorrente nessa troca de mensagens é muito interessante e com ramificações de importância total para o que acontece agora no Brasil – penso eu.

      os “proprietários da humanidade” operam para converter o mundo numa ordenada colméia? certamente. conseguirão? tenho dúvidas.

      humanidade 2.0, singularidade científica, trans-humanismo, criogenia, realidade virtual, pós capitalismo, etc…  não são apenas teorias, são fatos de nosso tempo. mas…

      não são apenas os valores dominantes que são os valores da classe dominante, também a visão de futuro dominante é a visão de futuro da classe dominante. uma visão de futuro que nada mais é do que a projeção do presente. o futuro é imprevisível, e não apenas um mecânico desdobramento do presente.

      cito então um livro de outra época, anos 60 do século passado:

      “A teoria geral da informação e a semântica mostram bastante bem que é possível redigir textos com duplo, triplo ou quádruplo sentido. Existem textos chineses com sete significações encerradas umas nas outras.

      […]

      O New York Herald Tribune publicava a 15 de Março de 1958 um estudo do seu correspondente em Londres sobre uma série de mensagens enigmáticas publicadas nos pequenos anúncios do Times. Essas mensagens tinham chamado a atenção dos especialistas da criptografia e das diversas polícias, pois era manifesto que tinham um segundo sentido. Mas esse sentido escapara a todos os esforços de decifração. Existem sem dúvida meios de comunicação menos decifráveis ainda.”

      “O Despertar dos Mágicos”, Louis Pauwels e Jacques Bergier

      .

  4. blade runner (2)

    -> “Mas esses sonhos elétricos saídos de ficção científica dos anos 1950 nem são nosso maior problema.”

    ->” mas eles devem estar se preparando para o fim do Capitalismo e para viverem independentes de nós, em um mundo só para eles, amanhã ou algum dia. Mas é só uma teoria.”

    você pode ter certeza que compreendo e concordo com suas ponderações e preocupações. o que estou tentando fazer é adicionar uma outra camada, uma outra dimensão, que não contradiz e sim acrescenta.

    o problema com a “teoria da conspiração” não é a conspiração, que esta existe de fato. mas a teoria, que é fraca.  como são fracos os eletric dreams dos que se julgam os senhores do mundo. a Dama de Ferro estava com a mente bem enferrujada no fim da vida. e não tem criogenia ou terapia genética que dê conta disto…

    os master of human kind aspiram impor sua hegemonia econômica e política sobre a morte! ou seja: sobre a vida. como se não fosse megalomania paranóica o suficiente, pretendem fazê-lo através da ciência e da tecnologia. essas duas criaturas monstruosas paridas pelo racionalismo.

    compreendo sua crítica ao “poder descarnado”. mas na verdade falta carne é ao “humano”! uma categoria que de “humano” tem muito pouco.

    o poder se exerce. não é algo que se possui, tampouco uma posição que se ocupa. e se exerce em relações. a grande decorrência disto é que – como diria Thatcher – não existe essa coisa de indivíduos! o que existem são relações sociais. pontos de intercessão, nós numa imensa e complexa rede. não há indivíduos dentro de uma “sociedade”. apenas relações sociais que nos constituem e o mundo em que vivemos.

    mas não se trata apenas de entender isto mentalmente, teoricamente, e sim que experimentar esta realidade perceptivamente. um mundo feito de fluxo e processos. e não de pessoas e mercadorias.

    existem muitas explicações sobre o sonho e o origami do unicórnio, no filme “Blade Runner”. seria Deckard, o caçador de andróide, ele mesmo um replicante? provavelmente. mas a questão importante é: faz diferença?

    unicórnios são criaturas que só existem em sonhos. e dizem que sonhos são reais apenas enquanto duram. mas não é o mesmo com a própria vida?

    o que também reafirmo é que a visão e proposta de futuro da elite das elites é tão plausível quanto em 1968 sonhar-se com uma odisséia espacial em 2001. não se confirmou. ao contrário. mal conseguem manter uma estação orbital em condições de uso.

    ->” Outro dia eu lembrava disso, vim ler um texto seu e vc falava em estabelecimento do “padrão africano” em lugar da cidadania. Achei uma coincidência interessante… algo está definitivamente no ar.”

    sou usuário da Internet desde antes da web. ainda participei de muito papo virtual via BBS. mas nunca tive conta no Facebook. embora a web abra fantásticas vias de comunicação, as pessoas não estão nem ainda na ínfima possibilidade disto. o próprio Facebook é o melhor e mais perverso exemplo. todo mundo fala só de si. não há diálogo. não há relação. apenas consumo de um serviço de comunicação que acaba bloqueando toda comunicação efetiva.

    a web é atualmente o mais contundente exemplo de como tudo e todos são apenas relação numa teia. “arkx” e “julia84” ou “julia822” são dois “sujeitos” que existem fora desta relação de comunicação? ou é através desta comunicação que eles se constituem?

    somos todos unicórnios. estamos sempre à caça de nós mesmo.

    para não mais me estender, um grande abraço

    p.s.: ainda não me lembrei de onde e quando conheço a frase: “não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”. com certeza, vou acabar conseguindo!

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  5. blade runner (2)

    -> “Mas esses sonhos elétricos saídos de ficção científica dos anos 1950 nem são nosso maior problema.”

    ->” mas eles devem estar se preparando para o fim do Capitalismo e para viverem independentes de nós, em um mundo só para eles, amanhã ou algum dia. Mas é só uma teoria.”

    você pode ter certeza que compreendo e concordo com suas ponderações e preocupações. o que estou tentando fazer é adicionar uma outra camada, uma outra dimensão, que não contradiz e sim acrescenta.

    o problema com a “teoria da conspiração” não é a conspiração, que esta existe de fato. mas a teoria, que é fraca.  como são fracos os eletric dreams dos que se julgam os senhores do mundo. a Dama de Ferro estava com a mente bem enferrujada no fim da vida. e não tem criogenia ou terapia genética que dê conta disto…

    os master of human kind aspiram impor sua hegemonia econômica e política sobre a morte! ou seja: sobre a vida. como se não fosse megalomania paranóica o suficiente, pretendem fazê-lo através da ciência e da tecnologia. essas duas criaturas monstruosas paridas pelo racionalismo.

    compreendo sua crítica ao “poder descarnado”. mas na verdade falta carne é ao “humano”! uma categoria que de “humano” tem muito pouco.

    o poder se exerce. não é algo que se possui, tampouco uma posição que se ocupa. e se exerce em relações. a grande decorrência disto é que – como diria Thatcher – não existe essa coisa de indivíduos! o que existem são relações sociais. pontos de intercessão, nós numa imensa e complexa rede. não há indivíduos dentro de uma “sociedade”. apenas relações sociais que nos constituem e o mundo em que vivemos.

    mas não se trata apenas de entender isto mentalmente, teoricamente, e sim que experimentar esta realidade perceptivamente. um mundo feito de fluxo e processos. e não de pessoas e mercadorias.

    existem muitas explicações sobre o sonho e o origami do unicórnio, no filme “Blade Runner”. seria Deckard, o caçador de andróide, ele mesmo um replicante? provavelmente. mas a questão importante é: faz diferença?

    unicórnios são criaturas que só existem em sonhos. e dizem que sonhos são reais apenas enquanto duram. mas não é o mesmo com a própria vida?

    o que também reafirmo é que a visão e proposta de futuro da elite das elites é tão plausível quanto em 1968 sonhar-se com uma odisséia espacial em 2001. não se confirmou. ao contrário. mal conseguem manter uma estação orbital em condições de uso.

    ->” Outro dia eu lembrava disso, vim ler um texto seu e vc falava em estabelecimento do “padrão africano” em lugar da cidadania. Achei uma coincidência interessante… algo está definitivamente no ar.”

    sou usuário da Internet desde antes da web. ainda participei de muito papo virtual via BBS. mas nunca tive conta no Facebook. embora a web abra fantásticas vias de comunicação, as pessoas não estão nem ainda na ínfima possibilidade disto. o próprio Facebook é o melhor e mais perverso exemplo. todo mundo fala só de si. não há diálogo. não há relação. apenas consumo de um serviço de comunicação que acaba bloqueando toda comunicação efetiva.

    a web é atualmente o mais contundente exemplo de como tudo e todos são apenas relação numa teia. “arkx” e “julia84” ou “julia822” são dois “sujeitos” que existem fora desta relação de comunicação? ou é através desta comunicação que eles se constituem?

    somos todos unicórnios. estamos sempre à caça de nós mesmo.

    para não mais me estender, um grande abraço

    p.s.: ainda não me lembrei de onde e quando conheço a frase: “não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”. com certeza, vou acabar conseguindo!

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    • Haha. A história de Blade

      Haha. A história de Blade Runner acontece em 2019.

      Gosto muito, muito, desse filme. O único filme do qual eu me lembro como quem lembra de um sonho.

      Eu tinha uns doze/treze anos quando o assisti pela primeira vez e a atriz que faz a Rachael foi o segundo ser humano que eu me recordo de ter genuinamente achado belo.

      não existe essa coisa de indivíduos! o que existem são relações sociais. pontos de intercessão, nós numa imensa e complexa rede. não há indivíduos dentro de uma “sociedade” ”. apenas relações sociais que nos constituem e o mundo em que vivemos.

      Pode ser. Aliás, é possível que seja isso mesmo. O drama é que nos vemos como indivíduos ou, pelo menos, queremos ser mais do que “pontos de intercessão”.

      a Dama de Ferro estava com a mente bem enferrujada no fim da vida. e não tem criogenia ou terapia genética que dê conta disto…

      umm… talvez ainda não.

      De todo modo, ela era uma mulher provavelmente doente, apesar da suposta força. A grande amizade com Jimmy Savile – psicopata-pedófilo-necrófilo – para mim é mais um forte indício disso. And… há rumores de que o pai dela era pedófilo também – coisa da qual não duvido. Sei que é um pouco baixo escrever essas coisas, mas aquela mulher…  ela ajudou a piorar o mundo, e não por acaso.

      mas minha opiniãozinha e preocupação pouco importam.

      nossa democracia foi ferida de morte and who cares? Poucos, bem poucos. Por várias razões. A maioria está ocupada demais lutando para sobreviver (e é disso que “eles” gostam), outros simplesmente não entendem as implicações do que aconteceu.

      O Orwell escreveu: “se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando em um rosto humano para sempre”. Amo o Orwell. Ele sabia o que estava acontecendo no mundo a sua volta. Ele fez tanto quando escreveu 1984 – e sabia disso. Mas talvez ele tenha se esquecido de que há os que adoram uma bota na cara – e não são poucos.

      Como é mesmo aquele poema da Plath? “Every woman adores a fascist”. Esse poema me fazia rir um pouquinho até eu descobrir recentemente que há homens que também adoram um fascista – e no espaço público, o que é pior.

      sou usuário da Internet desde antes da web. ainda participei de muito papo virtual via BBS. mas nunca tive conta no Facebook. embora a web abra fantásticas vias de comunicação, as pessoas não estão nem ainda na ínfima possibilidade disto. o próprio Facebook é o melhor e mais perverso exemplo. todo mundo fala só de si. não há diálogo. não há relação. apenas consumo de um serviço de comunicação que acaba bloqueando toda comunicação efetiva.

      E é por causa desse tipo de análise que eu gosto dos seus textos.

      Às vezes te acho um pouco injusto com o Lula, no entanto. Embora também entenda algumas críticas suas..

      ainda não me lembrei de onde e quando conheço a frase: “não se trata mais de tirar a humanidade dos homens, mas de tirar o humano da humanidade”. com certeza, vou acabar conseguindo!

      buenos, o teorista da conspiração não deve ser o autor da frase então..

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