Bolsonaro coloca três militares em agência de proteção de dados

Composição militar do país só é comparável entre Rússia e China entre os 20 países mais desenvolvidos do mundo, afirma relatório

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro escolheu três militares para a composição da nova diretoria da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), que conta com cinco cadeiras.

Os nomes foram publicados na edição desta quinta-feira (15/10) do Diário Oficial da União. Os militares nomeados são o atual presidente da Telebras, Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, nomeado presidente da autoridade, Joacil Basilio Rael e Arthur Pereira Sabbat, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e um dos autores da estratégia nacional de ciberssegurança.

As outras nomeadas são Miriam Wimmer, diretora de Serviços de Telecomunicações no Ministério das Comunicações, e a advogada Nairane Farias Rabelo Leitão, única representante do setor privado.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, levantamento elaborado pelo Data Privacy Brasil revela a existência de conselheiros militares em entidades responsáveis pela proteção de dados apenas na China e na Rússia, dentre as 20 maiores economias do mundo conforme critério do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Dentre as funções da ANPD, estão a proteção de informações e ajudar na interpretação da lei para os setores públicos e privados, além de elaborar as diretrizes para a política de proteção de dados.

 

 

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3 comentários

  1. Militarizar, com a justiça que temos, é fácil; desmilitarizar é que será elas…
    quando penso que desmilitarizar é quase uma missão impossível em ditaduras é que me dou conta de que realmente vieram para ficar por no mínimo mais 20 anos das antigas

    os que ainda hoje gritam 100% Jesus na causa, certamente vão passar a desfilar fardados e dispostos a degolar Professores; o saber; a cultura e a inteligência

  2. Chega a ser um problema ?
    Quais as patentes dos militares ?
    São da ativa ?
    Faltou um nome ligado à acadêmia.
    Ainda depende do Senado , se o país tivesse um …
    O STF vai ter trabalho com esta LGPD.

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